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Leilão Judicial ou Extrajudicial: qual é o melhor caminho para arrematar um imóvel com segurança?

  • Foto do escritor: Rodrigo Stachevski Machado
    Rodrigo Stachevski Machado
  • 5 de nov. de 2024
  • 3 min de leitura



Antes de falarmos sobre as diferenças entre os leilões judicial e extrajudicial, vamos ao conceito básico: um leilão é um processo de venda pública de bens, em que o vencedor é aquele que oferece o maior lance. No Brasil, há dois tipos principais de leilão para bens imóveis: o judicial e o extrajudicial. Em ambos, contar com uma assessoria jurídica especializada é fundamental para assegurar um processo de compra seguro e bem-sucedido.


O que é o Leilão Judicial?

O leilão judicial ocorre no âmbito de processos judiciais e envolve a venda de um bem específico (como carros, casas ou terrenos) para a quitação de uma dívida que está sendo cobrada judicialmente.


  • Responsabilidade sobre débitos: Em regra, o arrematante não é responsável pelos débitos incidentes sobre o bem até a data da arrematação, o que pode representar uma vantagem financeira significativa.


  • Transferência do imóvel: A transferência tende a ser mais lenta, devido aos prazos e intimações obrigatórias no processo judicial. Além disso, pessoas envolvidas ou terceiros podem contestar a validade do leilão, o que pode atrasar a liberação do imóvel. Para evitar surpresas, é indispensável uma assessoria jurídica que possa avaliar o processo e reduzir possíveis riscos.


  • Descontos: Em leilões judiciais, é comum haver descontos significativos, que podem chegar a até 50%. Em casos de falência, esses descontos podem ser ainda maiores, alcançando até 90%.


  • Comissão do Leiloeiro: Em alguns casos, o juiz pode fixar a comissão do leiloeiro abaixo dos 5% habituais, o que pode ser uma vantagem no custo final.


  • Formas de pagamento: O pagamento pode ser feito à vista ou parcelado, com uma entrada de 25%, e o restante pode ser dividido em até 30 parcelas mensais, sem juros. A flexibilidade no pagamento é um fator importante para investidores que preferem prazos.


Importância da Assessoria Jurídica: A complexidade do processo judicial e os possíveis riscos tornam a assessoria jurídica indispensável, para que o investidor compreenda todas as particularidades da transação, avalie riscos e faça a defesa necessária caso surjam disputas sobre o imóvel.


O que é o Leilão Extrajudicial?

O leilão extrajudicial ocorre fora do sistema judicial e pode ser realizado por empresas privadas, como bancos e financeiras, ou por órgãos públicos. Nesse contexto:


  • Responsabilidade sobre débitos: O arrematante pode ser responsável pelos débitos do imóvel, desde que o edital mencione essa obrigação de forma expressa. Esse ponto exige atenção cuidadosa ao edital, pois pode impactar diretamente o custo final do imóvel.


  • Transferência do imóvel: O processo de transferência tende a ser mais rápido, dependendo apenas da entrega de documentos pela entidade responsável. O prazo reduzido na finalização pode ser uma vantagem para quem busca rapidez no acesso ao bem adquirido.


  • Descontos: Embora ofereça menos descontos que o leilão judicial, o extrajudicial ainda possibilita aquisições a preços abaixo do mercado. A análise criteriosa do imóvel e do valor de mercado deve ser feita, preferencialmente com auxílio jurídico, para garantir a viabilidade do investimento.


  • Comissão do Leiloeiro: A comissão do leiloeiro é de 5% sobre o valor do lance final, exceto em casos de venda direta, onde essa taxa não é aplicada. É importante prever esse valor no orçamento total da aquisição.


  • Formas de pagamento: No leilão extrajudicial, o pagamento pode ser feito à vista, financiado ou por meio de consórcio. No caso do financiamento, o valor da parcela é ajustado conforme a análise de crédito feita pela instituição financeira, o que pode ser uma vantagem para quem busca prazos mais longos.


Importância da Assessoria Jurídica: A revisão do edital por uma assessoria jurídica especializada é essencial, especialmente para identificar pendências financeiras que possam comprometer o investimento. Além disso, o advogado pode auxiliar na negociação com a instituição financeira, para garantir condições mais favoráveis ao arrematante.


Qual é a Melhor Opção?

A escolha entre o leilão judicial e o extrajudicial dependerá do perfil e dos objetivos do investidor, das condições do edital e da disponibilidade financeira.


O leilão judicial pode ser interessante para quem busca descontos expressivos e tem flexibilidade com o tempo de transferência.

O leilão extrajudicial oferece mais rapidez na finalização do processo e mais opções de financiamento, ideal para quem prioriza agilidade.

Independentemente da modalidade, a contratação de uma assessoria jurídica é fundamental para analisar riscos e revisar as condições do edital, proporcionando segurança e maior garantia de sucesso no investimento.

 
 

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